
A fábrica de futuro que engoliu duas marcas centenárias
Os passos são relativamente simples. Da matéria-prima à pasta, dos moldes à pintura, dos retoques ao forno e, finalmente, às mãos dos clientes. Porém, na fábrica da Cerutil, empresa de cerâmica utilitária criada em 1992 pela Visabeira, não é propriamente simplicidade que se respira. A concorrência asiática e a crise económica obrigam a fazer um pouco mais (se possível, por menos). E, por isso, os passos não ficam por aqui.As peças têm cores de acordo com as tendências Primavera/Verão, faz-se um concurso para premiar e replicar ideias de "design" originais, gasta-se dinheiro em inovações, como a nova linha de revestimentos antiaderentes e produz-se embalagens personalizadas para clientes longínquos e uma linha de peças especialmente para animais de estimação. E, afinal, o que é que isto tudo tem a ver com as clássicas Vista Alegre Atlantis (VAA) e Bordalo Pinheiro? Nada, à excepção do facto de as três operarem no mesmo sector, apesar de com níveis de antiguidade diferentes. Mas não foi isso que impediu o grupo de Viseu de se lançar sobre as duas marcas rivais, fortemente prejudicadas pela quebra de encomendas e por uma indústria já está há muito em crise. Não havia, aliás, outra opção para a Visabeira. Paulo Varela, vice-presidente, admite: "Ou crescíamos o negócio, entrando em áreas complementares, ou corríamos o risco de deixar de ser competitivos e de ter de desistir".( Saiba mais em www.economia.publico.clix.pt/)
In economia.publico.clix.pt 08.05.2009 - 08h54
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