
Ydreams: À espera da explosão
Quer ser uma "empresa gigantesca". A primeira do país a estar cotada internacionalmente. A próxima Google. Ainda que não tenha tido lucro em 2008, e de contar com o apoio de fundos para desenvolver projectos de investigação. A Ydreams também não está no mercado de massas. Mas prepara-se para anunciar "um dos maiores projectos interactivos da história", sobre o qual não revela detalhes. Afinal, o que é que tem esta empresa que faz capa de revistas e é citada pelos principais títulos internacionais?António Câmara, presidente executivo e um dos cinco fundadores da tecnológica, admite que é um "luxo" ter 150 trabalhadores, que se adaptam rapidamente às mudanças no rumo do negócio (ver "Perguntas e Respostas"). Dos jogos para telemóveis baseados na localização dos jogadores, aos tapetes interactivos com mensagens que "perseguem" quem os pisa, passando pelos livros mágicos cujas páginas mudam ao gesto do leitor e, agora, às tintas que fazem o futuro da impressão electrónica. A resposta, diz, está na formação internacional dos recursos humanos e na capacidade de procurar as parcerias certas em empresas exemplares no avanço tecnológico. Foi por isso que, quando a unidade de negócio dedicada aos jogos para telemóveis encerrou, em 2007, foi possível evitar despedimentos. Analistas e especialistas apontavam as aplicações móveis como o caminho a seguir. "Foi uma grande ilusão. Todos os nossos competidores faliram", recorda. O negócio era sedutor, tal como a projecção internacional. O jogo "Cristiano Ronaldo Underworld Football" conseguiu colocar a Ydream sob os holofotes. No mesmo ano em que a unidade do negócio móvel foi dissolvida (sustentava a empresa desde, pelo menos, 2002), a Ydreams também saiu da China, depois de um divórcio amigável com o NDD Group, com quem (entre outros projectos) lançou no mercado local o jogo onde Cristiano Ronaldo era herói. A empresa chinesa tinha interesses dispersos e não terá prestado atenção ao negócio. A diversidade de telemóveis, e a consequente necessidade de fazer adaptações, também dificultou o trabalho à tecnológica. ( Saiba mais em www.economia.publico.clix.pt/)
In economia.publico.clix.pt 08.05.2009 - 08h34
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